13 de dezembro de 2010

Dias

by Ana Paula de Almeida às 23:35 0 comentários Links para esta postagem



Tem dias que eu não preciso de flores, chocolates, ursinhos de pelúcia e cartões apaixonados. Um abraço quente e forte, daqueles que torna possível contar os batimentos cardíacos e sentir o fluxo sanguíneo percorrer as veias já resolve todos os problemas. Tem dias que eu não preciso de um beijo apaixonado no meio da rua, que para o trânsito e arranca palmas dos transeuntes. A mordidinha no queixo e o carinho na barriga dão conta do recado.
Tem dias que eu não preciso do "Eu te amo" gritado de um alto falante, aquele sussuro perdido no meio da madrugada, enquanto você se encaixa nos meus quadris faz o corpo inteiro se arrepiar em segundos.
Tem dias que eu não preciso de um jantar à luz de velas, num Bistrô francês, ao som de violinos tocando "As Quatro Estações" de Vivaldi. Um macarrão que a gente come na mesa de centro da sala (mesmo você sabendo que eu odeio comer na sala), enquanto você me olha com mais fome do que ao prato, vale por todo o teu esforço de preparar um jantar pra mim.
Tem dias que eu não preciso que você repare no meu cabelo novo, o que eu mais quero é que você destrua o meu penteado segundos após a sua mão conquistar o perigoso território da nuca, que você sabe que abala todas as minhas estruturas.
Eu me maquio pra você me borrar inteira. Eu me perfumo pra que você percorra todas as áreas onde ainda existe resquício da fragrância. Eu coloco a roupa mais bonita pra você dizer "Você tá linda", e no segundo seguinte planeja a estratégia pra me fazer ficar sem ela.
É aí que está aquilo que todo mundo chama de amor, mas que reclama de nunca encontrar. O problema não é que todo mundo procura nos lugares errados. E quando encontra, confunde com outros sentimentos mais voláteis, e acaba deixando passar.


Ana Paula de Almeida

4 de novembro de 2010

Exigências demais

by Ana Paula de Almeida às 13:01 0 comentários Links para esta postagem


Acordei hoje querendo desabafar, é isso. Analisando minha atual situação de amor não correspondido, e pode até parecer uma piada, mas o grande problema da maioria das pessoas não é não saber amar, mas é exigir demais. A gente passa a vida toda querendo viver um amor idealizado, aquele de novela, e acaba deixando o amor de verdade passar sem que a gente perceba. Ou a gente percebe esse amor, mas por orgulho, por medo de não dar ou por insegurança, acaba deixando passar também.
A queixa da maioria das mulheres em relação aos homens é bem semelhante. Quem nunca ouviu uma reclamação do tipo "ele não me ouve, não presta atenção no que eu falo"? Mas a realidade é que o que você quer não é alguém que escute detalhadamente como foi o seu dia, o que você deseja é que no meio do seu monólogo reclamando de como o seu chefe é folgado ele te pegue pela cintura, te olhe com aquela cara de safado e diga: "vem cá, eu acho que você já falou demais hoje", e te envolva naquele beijo que só você conhece.
A mulher sonha com um homem que grite aos quatro ventos o quanto a ama, imitando aquelas cenas típicas de filmes americanos. Mas, no entanto, o que todas querem mesmo é ouvir ele sussurrar no seu ouvido o quanto você o deixa louco enquanto te encosta na parede.
Você quer que ele perceba sua roupa nova, seu cabelo arrumado, mas você fica mesmo sem fôlego com o olhar dele quando te vê chegando. Aquele olhar que faz você ganhar, mesmo sem que nenhuma palavra tenha sido dita.
Você quer alguém carinhoso, compreensivo, que te console nos dias de tpm. Mas aposto que você nunca agradeceu aquele abraço apertado que faz o mundo paralisar. Você quer consolo, carinho e compreensão maior que essa?
Aí está o nosso problema: nós não queremos demais, só exigimos além do que temos. Eu já sofri muito por isso, e hoje aprendi, não quero os engraçados, os arrumados, os carinhosos e nem os cafajestes. Eu só quero aquele, aquele que só de me olhar consegue fazer todos os ossos do meu corpo amolecerem. Quero aquele que me confunde com as piadas sarcásticas e que sabe me deixar arrepiada só de encostar na minha barriga. Quero não aquele que se declara por meio de músicas ou de poemas, mas aquele que deixa escapar o que sente por mim quando sorri sem graça depois de um elogio meu.
Não quero o amor idealizado, das manifestações explícitas. Quero o amor dos detalhes, dos toques, dos carinhos, das piadas sem-graça, das ironias e dos elogios entrecortados. Quero o amor que só ele, todo errado do jeito dele, pode me dar.

Ana Paula de Almeida

26 de agosto de 2010

40 motivos para não se casar com uma redatora

by Ana Paula de Almeida às 13:25 5 comentários Links para esta postagem
Bom, como vocês sabem, eu sou estudante de jornalismo e trabalho na redação de um jornal. Não existe uma coisa que eu ame mais do que escrever. E eu leio muito também, livros, revistas, jornais, panfletos de supermercados e muitos blogs. E nos blogs, principalmente, adoro ler listinhas engraçadas, do tipo "10 mentiras que os homens contam", "20 verdades sobre o casamento" e afins. Encontrei em dois blogs, um é o da Ariane Fonseca, que tem uma lista sobre Os 40 motivos para se casar com um jornalista e já adorei né? Agora o outro bem engraçado também é do site Espaço com Design que tem uma lista das 50 razões para não se casar com um designer gráfico , e, enquanto lia os comentários vi outra lista, a dos 40 motivos para não se casar com uma redatora, e me identifiquei com 39!! Vou postar a lista aqui, e no final conto qual dos motivos com que eu não me identifico ok?




40 motivos para não casar com redatoras.
1. Elas convivem com designers e gente pouco normal.
2. Usam post its pra lembrar você de tudo.
3. Não gostam de ser interrompidas.
4. Têm o defeito incorrigível de corrigir as pessoas.
5. Vão revisar o bilhetinho romântico e cada linha de e-mail que você mandar. E a frase do MSN.
6. Têm mania de dar nomes e apelidos pras coisas.
7. Têm mania de fazer layout no Word.
8. Têm mania de renomear arquivos, principalmente fotos.
9. Repudiam diminutivos relacionados ao seu trabalho: textinho, frasezinha, simplesinho, curtinho, rapidinho.
10. Fazem trocadilhos de coisas idiotas.
11. Elas vão te odiar se você sair divulgando que a sua “mina escreve mó bem”.
12. Vão te bater se você ler um texto que não está pronto.
13. Elas não costumam dar presente com cartãozinho.
14. São cinéfilas. Gostam de Almodóvar e de nostalgia.
15. Sofrem de insônia criativa.
16. Sofrem de mau humor conceitual.
17. Sofrem de depressão pré-texto.
18. Tendem ao uso de maconha, analgésicos e pastilhas suggar free.
19. Tendem à bissexualidade e bipolaridade.
20. Tendem a ter tendinite.
21. Tendem ao tédio.
22. Elas sempre vão falar de você em posts do blog e do Twitter, subjetivamente, lógico.
23. Sonham mais com seu primeiro livro, do que com o primeiro filho. E vão se inspirar em você pras duas coisas.
24. Sonham em dar nome de escritor ou personagem famoso ao filho. Se for menina? Vão cogitar Cecília ou Clarice.
25. Elas têm memória de elefante. E se lembram exatamente daquela frase que você usou.
26. Numa D.R. vão dizer “Eu, vírgula”. “Não existe nada de errado entre ‘eu’ e você. E sim, entre ‘mim’ e você (…) Vamos por um ponto final nesse assunto?”
27. No auge da sua explanação, vão pedir “resume?”.
28. Vão fazer leitura dinâmica quando você pedir pra lerem até o final.
29. Vão ler as entrelinhas quando pedir para darem uma olhadinha rápida.
30. Quando você pedir opinião sobre um texto qualquer, vão dizer: “paroxítonas com ditongos abertos éi e oi não tem acento, tá?”
31. Escrevem poemas em guardanapos.
32. Colecionam canetas coloridas. Roubam canetas coloridas.
33. Vivem entre aspas. Têm uma citação pra cada coisa, afinal “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
34. O intervalo é uma das programações favoritas delas. Não interrompa, ok?
35. Amam All Star, Melissa e sapatinho de boneca. E se vestir de menino.
36. Amam estampas de bolinhas e de listrinhas. Não importa a ocasião.
37. Amam pin-ups.
38. São metafóricas, eufóricas e folclóricas.
39. São complexas, convexas e desconexas.
40. E por fim, elas podem até sair da redação. Mas a redação nunca vai sair delas.
Val Pacheco


P.S.: Não tenho tendência a bissexualidade, muito pelo contrário (rs), mas confesso que sou bem bipolar...hahah

15 de agosto de 2010

Que vergonha!

by Ana Paula de Almeida às 17:29 0 comentários Links para esta postagem

Quem nunca passou por uma situação extremamente constrangedora que atire a primeira pedra. Alguns passam por mais, outros por menos, e eu com certeza integro o time dos que passam por mais. Sou desastrada e distraída, então não precisa nem explicar porque sou uma que constantemente paga mico e faz quem está comigo passar também. Mas enfim, com o tempo e maturidade aprendi a dar risada de mim, e ultimamente tenho feito isso com uma frequência absurda.
Bom, a verdade é que tem algumas situações que são comuns a qualquer pessoa, e quem nunca passou por elas pode ter certeza que um dia vai passar. Duvido que você nunca tenha ido em direção a algum ponto de ônibus e então de repente vê que ele tá saindo e você começa a correr feito um maratonista e chega até a bater no veículo e gritar pro motorista parar, mas o mesmo simplesmente ignora a sua presença e arranca. Você fica com aquela cara de idiota, dá aquela risada sem graça e diz para as outras pessoas que estão no ponto "eu nem queria pegar esse ônibus mesmo". Isso também se aplica a elevadores, e pode ser mais constrangedor do que no caso do ônibus porque a probabilidade de você encontrar os engraçadinhos que não te esperaram é bem maior.
Tem aquelas clássicas das mulheres, principalmente àquelas que gostam de andar de salto, que com certeza já passaram por aquela situação de estar andando maravilhosamente bem quando do nada o salto vira e ela quase cai. O segredo é nunca olhar pra trás, porque com certeza tem algum engraçadinho quase mijando de rir da sua derrapada. Eu tenho esse sério problema, com ou sem salto sempre caio. Em escadas, subidas, descidas, lugares planos, estrada de terra, to sempre caindo, e sempre tem alguém pra ver.
E quando a sua roupa do nada rasga ou suja? Tudo bem, se for num lugar onde ninguém consegue ver ou onde dá perfeitamente pra esconder, ainda não se torna um mico, mas geralmente ela rasga e suja onde não deve. E é de lá mesmo que eu estou falando, e é fácil identificar quando alguém passou por isso, é sempre aquele cara ou garota que fica sentado/a a balada inteira, ou tá sempre com a mão na parte de trás.
E quando você está assim no tédio, parado em algum lugar, bocejando igual a um urso prestes a começar a hibernar, e avista a pessoa mais linda do mundo. A primeira ação é tentar afogar o bocejo só que é tarde demais, você começa a tossir igual a um cachorro tuberculoso, e a chance dele ou dela olhar pra você se extinguiu naquele exato momento.
As mais clássicas são aquelas em que a sua boca grande te coloca nas maiores furadas, do tipo perguntar pra uma mulher se ela está grávida quando ela só está com uns quilinhos a mais. O mesmo acontece quando você elogia o bebê de alguém dizendo "ele é lindo", e os pais do pequeno dizem: "é linda, é uma menina". A sua boca pode te colocar numa enrascada também quando você tem de segurar o riso e não consegue, tipo quando alguém tropeça no meio da rua e essas coisas.
Falar o que não se deve é realmente uma coisa que pode colocar qualquer pessoa em maus lencóis, principalmente quando você está falando mal de alguém sem saber que seu receptor é parente da pessoa. Ou pior, a pessoa pode estar no reservado do banheiro ou atrás de você.
Agora, às vezes não é a sua boca que te coloca em situações trágicas, pode ser a boca da sua mãe mesmo. Que mãe nunca contou as coisas mais nojentas e bizarras que você já fez na vida pros seus amigos e/ou namorado(a)? Mães são mestres em colocar qualquer filho na pior situação, daquelas capazes de realmente exterminar a vida social. Bom, eu por exemplo tenho a mania de cantar em frente ao espelho de vez em quando (é, eu sei, isso é ridículo), e minha mãe já me pegou fazendo isso várias vezes, só que nunca me contou, preferiu espalhar isso no meio de uma reunião de amigas. O que eu fiz? Disse, "ah gente, quem nunca fez isso". E todas responderam, "eu não." Bom, depois dessa, nem preciso dizer que queria ser um avestruz e enfiar minha cabeça num buraco.
Porém, não somente sua mãe, pai, irmão, tio e derivados podem te deixam com vergonha perante a sociedade, pode ser seu professor também. Acredite, professores são perversos quando querem. Nunca invente de beijar alguém desprovido de beleza nas dependências da escola porque no outro dia a torcida inteira do Flamengo vai estar sabendo, principalmente se o professor não for muito com a sua cara.
Essas situações são bem clássicas, do tipo que a sua mãe e a sua avó já passaram, mas com o advento da internet os micos ficaram mais perigosos e mais fáceis de serem propagados pro mundo inteiro. Por exemplo, quantas vezes você já mandou mensagem errada no msn pra alguém? Às vezes pode ser fácil corrigir, mas pode acontecer de de repente a mensagem de "eu te amo" que ia pra sua melhor amiga ir pro seu ex-namorado. Das duas uma, ou ele vai te dizer que não existe mais nada entre os dois ou ele vai acreditar e vai encher a sua paciência até se convencer de que a mensagem não era pra ele.
Mas, uma coisa é unânime, nada te faz pagar micos maiores do que o alcóol. É bom moderar às vezes porque se no outro dia você não se lembrar de nada, com certeza alguém vai se lembrar. E esse alguém pode ter gravado algum vídeo seu e no outro dia ele vai estar com mais de mil "views" no Youtube.
A única verdade nisso tudo que eu escrevi aqui é que se você nunca passou por nada disso, não fique triste, um dia vai você passar. E nesse dia você vai me contar e eu vou rir da sua cara. É, eu vou rir, porque se fosse comigo eu sei que riria. HAHA

Ana Paula de Almeida

31 de julho de 2010

Chronic dissatisfaction

by Ana Paula de Almeida às 22:46 1 comentários
Bom, hoje resolvi variar um pouco, e ao invés de postar um dos meus textos vou transcrever aqui um dos diálogos cinematográficos que eu mais gosto. O trecho foi retirado de um dos meus filmes preferidos, Vick Cristina Barcelona, em que os protagonistas Maria Helena (Penélope Cruz), Juan Antonio (Javier Bardem) e Cristina (Scarlett Johansson)encenam uma acalorada discussão. Peço que desculpem os erros de tradução e espero que gostem e quem não viu ainda se interesse a a assistir, porque eu recomendo! Pra quem gosta de um bom romance com uma pitada de bom humor e sensualidade é uma ótima pedida!



Vick Cristina Barcelona
A vida é a mais suprema obra de arte!

Cristina: I don't know, not this.
Juan: There's no answer, Cristina...
Maria Helena : Antonio no lo entiendes que no ha conseguido lo que queria, quiere otra cosa, que esto ja no le basta, que es como una efermidad, que nunca le va bastar con nada!
Cristina: Don't get so upset, please.. and can you speak english please? I can't understand you.
Maria Helena: Esta niña nunca le va bastar con nada.
Juan Antonio: Please speak in English.(...)
Maria Helena: Como lo sabia! Como lo sabia!
Juan Antonio: Speak English, please, so she can understand all right?
Maria Helena: Chronic dissatisfaction, that's what you have. Chronic dissatisfaction. Big sickness. Big sickness.
(...)
Maria Helena: Do you know how much we love you?
Cristina: Yeah, and I love you both.
Maria Helena: No, you don't. No you don't. Niña de mierda! Niña de mierda! Niña de mierda! Como lo sabia! Como lo sabia!


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Maria Helena: Eu te disse ou não te disse?
Juan: O que você quer?
Cristina: Eu quero algo diferente.
Juan: O quê?
Cristina: Não sei, não é.
Juan: Não há nenhuma resposta, Cristina ...
Maria Helena: Antonio não entende que ele não tenha conseguido o que queria, não quer nada, ja não é suficiente, que é como um doença, que nunca será suficiente para nada!
Cristina: Não fique tão chateada, por favor .. e você pode falar Inglês, por favor? Eu não posso compreendê-lo.
Maria Helena: Essa menina nunca vai estar satisfeita com qualquer coisa.
Juan António: Por favor, fale em Inglês .(...)
Maria Helena: Como eu sabia! Como eu sabia!
Juan Antonio: Fale Inglês, por favor, para que ela possa entender tudo bem?
Maria Helena: a insatisfação crônica, que é o que você tem. insatisfação crônica. Grande doença. Grande doença.
(...)
Maria Helena: Você sabe o quanto te amo?
Cristina: Sim, e eu te amo tanto.
Maria Helena: Não, você não. Não, não você. Menina de merda! Menina de Merda! Menina de merda! Como eu sabia! Como eu sabia!



[Penélope Cruz, de longe minha atriz preferida, e em uma de suas melhores atuações]



[O filme é recheado de fotografias, feitas pela personagem da Scarlett, a Cristina. Agora dá pra entender um dos motivos pelo qual eu amo esse filme não é?]

26 de julho de 2010

O fim do começo

by Ana Paula de Almeida às 21:34 3 comentários Links para esta postagem

Não me lembro a data exata em que isso aconteceu, nem ao menos de como aconteceu, só sei que quando vi não via mais graça alguma nas minhas bonecas. Minhas barbies tinham perdido o brilho dos cabelos e glamour dos vestidos de princesa. E engraçado, até o dia anterior "O Castelo Rá-tim-bum" ainda era o meu programa preferido, mas, depois, eu não suportava ouvir a voz do Nino.
O que mais me espantou foi olhar no espelho e ver que meu cabelo estava diferente, meu corpo estava diferente (é, eu não era mais aquela gorduchinha), e, para a minha surpresa, um sinalzinho muito feio havia aparecido na pontinha do meu nariz. Era a minha primeira espinha. Fiquei em choque, gritei pra minha mãe me socorrer. Ela simplesmente riu e me disse "Pode se acostumar por que você vai conviver com 'elas' por muitos anos ainda".
O mais engraçado era que, de uma hora para outra, os meninos da minha classe que antes eram extremamente chatos e insuportáveis passaram a ser "bonitinhos". Na verdade lindos, e vez ou outra meu coração acelerava de um jeito muito estranho por um deles.
Como qualquer criança, sempre gostei muito de doces, mas nos últimos tempos sentia uma vontade absurda de me encher de chocolates. Toda vez que comia uma barra me sentia melhor e queria comer outra. Parecia uma droga. E quanto mais eu comia aqueles chocolates deliciosos, mais o meu rosto ficava infestado daquelas espinhas horrorosas.
E o meu corpo então era o que mais me assustava. Minha mãe resolveu me colocar em aulas de esportes pra que eu pudesse me distrair e emagrecer um pouco. Emagreci demais, e percebi que os meus seios estavam começando a crescer. Fiquei profundamente incomodada quando percebi isso e minha mãe tratou de me dar uns sutiãs de presente. Nossa, como aquilo incomodava, e incomodava mais o jeito como os meninos cochichavam e faziam comentários maldosos sobre isso. O que me consolava era que eu não era a única, várias amiguinhas passavam pelo mesmo incômodo.
O que eu não havia percebido ainda era que eu estava crescendo. Confesso que quando mais nova não via a hora de crescer logo pra poder sair à noite como as minhas primas mais velhas. Só não imaginava como seria. No fundo nunca pensei que um dia teria coragem de largar minhas bonecas e minhas tardes na rua brincando de queimada e pique-esconde. Nunca pensei que um dia não iria ver graça em tudo que um dia me pareceu tão normal.
Mas esse dia chegou e eu tive de aprender a lidar com todas as mudanças que seriam inevitáveis a partir de agora. E lidei, só não sei se muito bem. Só sei que, eu daria a minha vida pra voltar pra fase em que minha única preocupação era que vestido colocar na minha Barbie.

Ana Paula de Almeida

13 de julho de 2010

It's Rock'in Roll for me, baby!

by Ana Paula de Almeida às 14:14 2 comentários

Hoje, dia 13 de julho, para quem não sabe, é o Dia Mundial do Rock. E eu não poderia deixar de oferecer meu tributo a este que, para mim, é muito mais que um ritmo musical, é um estilo de vida. Minha relação com o rock, posso dizer sem hesitar, é quase espiritual. Digo isso porque meu pai deixou esse mundo quando eu ainda era um bebê, e a maior herança que ele podia me deixar sem dúvidas, foi o rock. Foi graças ao meu pai que hoje Beatles, Gun's, The Doors, Led Zeppelin, Kiss, Queen, Rolling Stones e tantos outros clássicos fazem parte da minha vida.
Tenho muito poucas lembranças do meu pai, mas ouvindo rock sinto a presença dele, bem perto de mim. The Beatles é a minha banda preferida, e poucos anos atrás vim saber pela minha mãe que era a banda preferida dele também. Só eu sei a emoção que senti quando soube disso, pois até aquele momento não entendia o porquê do fascínio e da paz que eu sentia quando ouvia o quarteto de Liverpool.
Outra banda que teve grande influência ao longo da minha vida foi o Gun's Roses. Lembro que o primeiro contato que tive com as músicas deles foi por causa de um fogão azul que a minha mãe tinha! É, você me pergunta, o que um fogão tem a ver com a banda do tio Axl? É que esse lendário fogão azul (que eu odiava a cor, por sinal) tinha um adesivo do Gun's na parte frontal, que eu meu pai havia colado meses antes de morrer. Eu adorava aquele adesivo, porque ele tinha uns desenhos de rosas por toda a extensão, e o nome da banda no centro, só que eu ainda não sabia ler, é claro. Então perguntei pra minha mãe o que era aquilo, e ela me disse que era meu pai quem tinha colado aquele adesivo e que nesse dia ela brigou muito com ele por causa disso, e então ela me falou que Gun's era uma banda que ele gostava muito. E ainda me contou que quando ela estava grávida ele sempre ouvia Gun's e Beatles pra eu ir me familiarizando, então por aí dá pra entender meu instinto rocker de ser.
Não há como falar de rock pra mim sem citar essa relação tão íntima que eu tenho com ele. Diferentemente de tantas pessoas que seguem o ritmo no estilo de se vestir, eu não preciso de roupas nem de cabelos de rockeiros pra mostrar pro mundo que os solos de guitarra pulsam dentro de mim. A relação que eu tenho com o rock é muito mais de fora pra dentro que de dentro pra fora. Eu ouço e sinto, e não preciso de mais nada. Mas admiro as pessoas que fazem do rock um estilo de vida literalmente, e utilizam-se das músicas como forma de protesto e revolução. Só que, o rock pra mim é espiritual no sentido de que é por ele que eu me encontro, minhas raízes estão "fincadas" no solo do rock. E é por isso que esse dia é tão importante pra mim, o Dia Mundial do Rock é como se fosse o meu dia.
E nada melhor para celebrar esse dia do que consumir muito rock! É claro que a partir dos Beatles eu fui conhecendo outras bandas e formando meu próprio perfil musical. Hoje em dia ouço muito Indie Rock, que na minha opinião, é a melhor vertente do rock. Consumo sem moderação muito Coldplay, Oasis, Keane, Strokes, Artict Monkeys, Kings Of Leon, The Killers, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, White Stripes, U2,Titãs, Capital Inicial, Legião Urbana e muitas outras bandas que definem por meio de letra e melodia tudo o que eu sou e acredito. E para os não-leigos no assunto, é vísivel a minha preferência por bandas da terra dos meus amados mestres do rock, que são os ingleses. Acredito que lá está o celeiro das melhores bandas, e é por isso que ir para o Reino Unido está entre os meus planos para o futuro.
Só tenho nesse dia a agradecer aos mestres que inventaram e que mantem vivo até hoje esse estilo que faz parte de mim. Meu agradecimento especial à Elvis Presley, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr, George Harisson, Jerry Lee Lewis, Jhonny Cash, Bob Dylan, David Lee Roth, Gene Simmons, Eric Clapton, Jimy Hendrix, Mick Jagger, Jim Morrisson, Raul Seixas, Rita Lee, Janis Joplin, Ozzy Osbourne, Freddy Mercury, Axl Rose, Chris Martin, Liam e Noel Gallagher, Cabel Followill, Brandon Flowers, Julian Casablancas, Rita Lee, Josh Homme, Alex Turner, Bono Vox, Rodrigo Amarante, Marcelo Camelo, Renato Russo, Cazuza... enfim, perdoem-me se me esqueci de algum, é que são tantos gênios que fazem parte do movimento rock, que eu peço a ajuda de vocês para não cometer o pecado de esquecer de citar qualquer um que seja.
E que viva o ROCK!

Ana Paula de Almeida

10 de julho de 2010

Sem frescuras

by Ana Paula de Almeida às 22:57 3 comentários Links para esta postagem

Eu sento no chão. Sei trocar lâmpada. Mato insetos. Abro potes de palmito. Brinco de lutinha. Falo palavrão. Pago as minhas contas e não falo miando. Entendo de futebol e gosto bastante de um rock de verdade, mas sei o valor de uma boa balada romântica. Não tenho vergonha de falar sobre coisas de homens com homens. Saio de casa de manhã sem maquiagem e sem pentear o cabelo pra ir à padaria.
Não sou mulherzinha, mas choro em filmes de amor e estou sempre bonita e cheirosa. Não sou mulherzinha, mas não lavo a louça no dia em que fiz a unha. Não sou mulherzinha, mas tenho os meus dias de carência e tpm. Não sou mulherzinha e como batata-frita com Coca-cola, mas procuro manter a saúde em dia, e vivo descobrindo creminhos milagrosos.
Não sou fresca, mas gosto de ser cuidada. Curto um mimo, carinho, dengo e proteção. Adoro flores, gosto de romance de portão e gestos e demonstrações de cavalherismo.
A diferença é que eu não sugo: recebo e retribuo como qualquer mortal não-fresco.


Obs.: Texto parafraseado da comunidade no orkut Sem Frescuras

8 de julho de 2010

O problema não é com você, é comigo!

by Ana Paula de Almeida às 20:48 1 comentários


Nesta minha não tão vasta experiência no campo maluco e contraditório do amor, posso dizer que tanto decepcionei quanto fui decepcionada. Amores platônicos, não-correspondidos, corações machucados e sentimentos por vezes oprimidos e ignorados. Porém, depois de constatar que definitivamente eu não tenho sorte no amor, resolvi desistir dele por um tempo.
Mas, se for analisar, ninguém tem sorte no amor. Porque o amor, essa perigosa raposa, não depende de sorte, e sim de disponibilidade. Cheguei a essa conclusão quando, depois das minhas desilusões, resolvi analisar os romances de amigos e conhecidos. Percebi que essas pessoas davam "certo" pelo simples fato de estarem dispostas a dar certo. Parece complicado, mas essa é a verdade.
A partir disso cogitei a possibilidade de o problema estar em mim, e não nos outros. E o meu maior problema sempre foi ver problema nos outros. Muitas pessoas já me abriram os olhos acerca desse assunto, mas nunca havia me dado conta que quando dispensava alguém com aquela velha desculpa "o problema não é você, sou eu", estava não dando uma desculpa, mas realmente expondo a realidade. Se por vezes me senti culpada por usar esta artimanha, agora vejo como nunca fui injusta com ninguém que esteve comigo. Na verdade, sempre fui injusta comigo mesma não me dando a oportunidade de, quem sabe, ser feliz, por simples capricho e vaidade.
Digo capricho e vaidade pois é por culpa da minha personalidade que nunca me dei o direito de conhecer alguém e me deixar levar por um sentimento que eu tanto admirava nas pessoas. De natureza perfeccionista e exigente, o teor de exigência que eu conferia a mim se multiplicava por três quando o assunto era o sexo oposto. Sempre tive um padrão de beleza e de comportamento idealizado, e por esta razão, nunca encontrei ninguém que se enquadrasse nele. E por isso, ficava sozinha, ou cultivava "namoricos" ( como diz minha mãe) que não passavam de dois meses.
É por isso que, a partir de agora, não vou mais exigir tanto de mim e dos outros. Mas é claro, que para se livrar de um hábito não se deve jogá-lo pela janela, mas fazê-lo descer degrau por degrau, então ao mínimo uma exigência tem de ser feita, afinal, é um direito meu poder selecionar ao menos uma característica a ser apreciada. Então, eis que não exijo muito do meu "novo" amor, só quero que ele goste de caminhadas ao pôr-do-sol e que entenda meus dias de tpm. Ninguém vive de amores de filme, mas uma pitada de romantismo é sempre recomendável. E de humor também, mas isso não é uma exigência, se eu puder fazê-lo rir já me dou por satisfeita.
Mas antes de amar alguém, quero ter a oportunidade de me amar. De me aceitar como eu sou e de poder mudar o que pode ser mudado. Não posso me culpar por não tentar, afinal, tenho sido menos exigente nos últimos tempos. E dizem que o amor aparece quando você se abre a ele e quando você menos espera.

Ana Paula de Almeida

6 de julho de 2010

Planos

by Ana Paula de Almeida às 19:53 2 comentários

E eis que as férias finalmente chegaram. As férias que eu tanto esperei e por tanto tempo. Só quem esteve ao meu lado no último mês de aula sabe o quanto eu sofri e o quanto quis entrar de férias logo. Mas e agora, que elas chegaram, o que eu faço?
Eu, como a maioria das pessoas, venho planejando o que iria fazer nas férias. Viajar, ler, sair com os amigos, escrever um livro, aprender coisas novas. Mas quando as férias chegam você se dá conta de que nada do que você planejou vai ser concretizado. A menos aquelas viagens rigorosamente programadas, das quais não há como fugir. A verdade é, que pelo menos pra mim, férias planejadas não tem a mesma graça do que aquelas férias vividas intensamente, onde tudo pode acontecer.
Afinal, para quê servem as férias se não forem para ser aquele período em que você dorme e acorda a hora que quer, vai para onde tem vontade, se dá ao direito de ficar em casa o dia todo de pijama e come brigadeiro de panela às 3h da tarde de uma quarta-feira chuvosa?
Se há programas, horários, planos e itinerários, automaticamente o sabor das férias é deixado de lado. Meu único planejamento para as férias é fazer tudo da melhor forma possível antes de elas chegarem para que eu possa curtí-las ao máximo, sem me preocupar com nenhuma tarefa que fica para trás.
E, pensando bem, quase tudo na vida a gente tenta planejar, porém, as circunstâncias são sempre maiores que os planos. A prova viva disso são as promessas feitas em todo fim de ano, aposto que metade delas não são cumpridas.
Bom mesmo é planejar ser feliz, e não deixar que nenhum obstáculo no meio do caminho desvie esse objetivo. Para todo o resto, deixa o tempo se encaminhar de dar um final feliz pra tudo!

Ana Paula de Almeida

26 de junho de 2010

Planeta Eu - Por Esmir Filho

by Ana Paula de Almeida às 16:20 1 comentários

Quando percebi, estavam todas amarelas. A primavera chegou sem eu ter dado conta que o solo já tinha sido rasgado. De longe não dá nem pra notar. Mas, de perto, elas aparecem demais. Tudo que é visto de muito perto, perde seu encanto e seu mistério. As espinhas amarelas cobrem minha cara e é uma pena que não posso chamá-las de flores.
Parei de chorar na frente dos outros na mesma época em que comecei a chorar sozinho no meu quarto. Sinto o gosto salgado das lágrimas todas vez que elas chegam na minha boca, mas não sei dizer se é bom ou ruim. Talvez eu preferisse o gosto do Danoninho de morango congelado que eu insistia em chamar de sorvete quando era criança. Mas isso já faz tempo.
O chaveiro rosa escrito "Identities" arrebentou-se do zíper da minha mochila e achei que foi um recado pra mim. Lembrei de uma frase que li em algum blog: "Sou sempre o mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre". Chego à conclusão de que crescer é se conhecer cada vez menos.
Hoje, o MSN apita, indicando que você entrou e espero feito idiota você me dar oi. É claro que você não diz nada. Eu digito "e aí?" e só fico imaginando você fechando a janela e me ignorando, antes de seu status mudar para "away". Gostaria de poder culpar as espinhas por isso, mas você nem sabe que elas estão aqui.
Ainda insisto em ler livros e ver filmes que me fazem pensar. Talvez seja o único da minha idade que gosta de fazer isso. Ou talvez eu seja mesmo de um planeta diferente, esperando para ser resgatado e então encontrar aqueles que se parecem comigo.

14 de maio de 2010

Voltando pra casa

by Ana Paula de Almeida às 18:38 0 comentários
Eu sei que andei meio sumida e deixei o blog abandonado. Peço desculpas a quem me lê e percebeu meu abandono. Voltei de vez e mudei tudo, novo nome, novo layout, porém, a mesma paixão por escrever. Vou postar mais textos e prometo não ficar mais tanto tempo longe! Amo vocês!

20 de abril de 2010

Memória serve pra quê mesmo?

by Ana Paula de Almeida às 16:19 2 comentários

Fico pensando, a memória do ser humano deveria funcionar igual à memória do computador. Ter memória fixa e memória removível. E ainda por cima, quando precisasse, qualquer um poderia adicionar mais alguns megas ou gigas de memória pra compensar o tempo de uso ou o volume de informações. Seria perfeito, principalmente pra mim, que ando ultimamente com a memória cada vez mais desgastada. Detalhista por natureza, tenho uma memória altamente seletiva, e que por muitas vezes acaba não guardando o que deve. Por exemplo, sempre guardo o cheiro do perfume das pessoas, mas não guardo os rostos delas. O mesmo acontece com os nomes e telefones, sempre guardo, mas se eu vir a pessoa na rua simplesmente não a reconheço, ou então fico com aquela sensação de “conheço, mas não sei de onde”. Sempre guardo traços marcantes, como sorrisos, olhares e/ou pintas e cicatrizes. Se eu identificar esses pontos sou capaz de reconhecer a pessoa, senão, é quase impossível que eu me recorde de um rosto pelo qual não tenha tido contato por, no mínimo, três vezes.
O mesmo acontece com datas e recados. É muito difícil que eu guarde uma data de aniversário, guardo a do meu aniversário, mas ainda na semana dele acabo me esquecendo que dia é. Agora os recados são os meus grandes problemas, tenho que sempre andar com um bloquinho perto do telefone, pra que eu marque na hora o recado, e ainda assim esqueço que tenho que passar o recado pra pessoa. Minha mãe quer me matar quando eu faço isso, sempre acabo esquecendo de passar recados importantes pra ela. E não é por maldade, é mais forte que eu, esqueço e simplesmente me lembro quando o assunto já passou.
Outro grande problema com recados é quando me pedem pra “mandar beijos” pra alguém, podem ser abraços também, eu nunca me lembro de mandar. Depois vão cobrar, “a Ana Paula te mandou meu beijo?” e a pessoa fica sem saber o que dizer. Mas o que eu posso fazer? Só se eu andar por aí com fitinhas amarradas nos dedos pra poder lembrar de tudo. O pior é que do que eu não devo me lembrar, volta e meia eu acabo lembrando. Exemplo disso são cenas bizarras que eu vejo por aí, filmes de terror que me assustam ou o namorado de amiga que estava a traindo na balada. Não posso parar que essas cenas terríveis me voltam à cabeça, ocupando o espaço que deveria ser ocupado por coisas realmente importantes.
Por isso eu digo que a nossa memória deveria funcionar de modo semelhante à memória de um computador. Devíamos nascer com um aplicativo “lixeira”, onde poderiam ser depositadas todas aquelas imagens que nós definitivamente não queremos lembrar, como aquele dia em que nós pagamos aquele mico histórico, ou o dia que levamos um “pé-na-bunda”. Imagina só que perfeito seria! E no lugar desses arquivos inúteis, seriam depositadas todas as informações relevantes, como matérias de prova, recados a serem dados (isso no meu caso), números de telefone e senhas de banco.
E não só o cérebro entraria nessa “jogada”, mas o coração também. No coração eu sugeriria uma porta com entrada USB, onde nós só deixaríamos entrar o que vale a pena. Nada de “pen-drives” com vírus nem cafajestes safados. Só colocaríamos na entrada USB do coração aqueles “dispositivos” que realmente valessem à pena, e se ele começasse a dar problema era só clicar em “remover dispositivo com segurança” e pronto! Seriam poupadas várias lágrimas, crises de ciúmes e discussões de relação.
Porém, também teria um aplicativo especialmente feito para guardar nossos Backup’s, afinal, assim todos teríamos histórias pra contar. Mesmo que doesse, quando batesse aquela saudade era possível revirar nossos arquivos mais antigos pra relembrar os bons tempos. No entanto, a vantagem seria o nosso total controle sobre todos os arquivos e sobre tudo o que quisesse entrar na nossa memória. Não seria necessário relembrar todos os dias o que dói, só quando a saudade fosse maior que a dor.
Enquanto a tecnologia não invade o ser humano, o remédio é tentar fazer uma “triagem” de tudo o que entra e sai da massa encefálica. Queria eu saber fazer isso, manipular e filtrar meu cérebro pra que ele funcionasse da maneira que eu preciso. Assim eu pouparia o sofrimento de ouvir as broncas da minha mãe por conta dos recados não dados. E a porta USB no coração seria mais do que útil pra mim, sinceramente, acho que seria a única solução pra esse meu pobre e machucado amiguinho. Seria mais 50% de sofrimento poupado.
Enfim, o jeito é se conformar e ir tocando a vida enquanto não surge a formatação do cérebro e a restauração do sistema no coração. Às vezes tudo o que eu preciso é desconectar. Por enquanto o melhor remédio pra isso é dormir, o travesseiro é o melhor amigo nessas horas. Afinal, nesses momentos em que o cérebro e o coração são postos em cheque, não há hacker que possa resolver os seus (e os meus) problemas.
Por enquanto é só,
Beijo no cérebro.

Ana Paula de Almeida

17 de abril de 2010

101 coisas que você provavelmente não sabe sobre mim

by Ana Paula de Almeida às 21:26 3 comentários

Vi um texto desse tipo num blog, não me lembro qual, e achei bem interessante. Resolvi listar também 101 coisas sobre mim. Aí vai :









1- Meu nome é Ana Paula por causa da Ana Paula Padrão
2- Coincidentemente, ou não, sou estudante de jornalismo, e um dia serei uma jornalista, como a minha homônima
3- A coisa que mais amo fazer nessa vida é escrever
4- Não tenho aptidão pra nenhuma atividade física ou artística
5- Aprendi a escrever antes de entrar na escola
6- Tenho um irmão mais novo, que sabe exatamente como me irritar, as 24h do dia
7- Morro de ciúmes do meu irmão, mesmo que nunca admita ainda vejo ele como um bebê, o meu bebê (que ele não leia isso por favor!)
8- Por falar em ciúmes, sou bem ciumenta, mas sei disfarçar muito bem
9- Meu ciúmes é a única coisa que consigo disfarçar
10- Eu sei mentir muito bem, exceto para algumas pessoas
11- É muito difícil mentir pra mim, me faço de boba, mas sempre sei o que me escondem
12- Sou romântica, mas não sei demonstrar
13- Me apaixonei apenas duas vezes na vida, e nas duas vezes eu sofri demais
14- A minha última paixão foi aos 15 anos, após isso, nunca mais me apaixonei de novo
15- Namorei sério uma vez, e não foi com nenhum dos caras por quem eu fui apaixonada
16- Meu relacionamento mais longo durou dois meses
17- Eu tenho covinha de um lado só do rosto, do direito
18- Quando eu sorrio, ela fica bem visível, e todas as vezes que alguém nota e fala dela, eu fico vermelha
19- Sempre fico vermelha quando estou com vergonha, e quando eu tomo alguma coisa muito quente
20- Adoro café, de preferência forte e amargo, com leite
21- Gosto de chocolate, mas não sou chocólatra
22- Sou viciada apenas em Suflair e Sonho de Valsa
23- Nunca ganhei flores
24- Adoro pintar as unhas com esmalte vermelho
25- Quero trabalhar com moda, e minha meta está na Vogue América, trabalhando ao lado da Anna Wintour
26- Meu filme, e livro, preferido é "O Diabo Veste Prada"
27- Adoro ler, é um dos meus melhores vícios
28- Não tenho tido muito tempo de ler, mas quando era mais nova era "rato" de biblioteca
29- Já tenho mais de 250 livros lidos em toda a minha vida (p.s.: aprendi a ler aos sete anos)
30- O primeiro livro que eu li foi "O Menino Maluquinho" de Ziraldo, o último foi "A Moda", de Érika Palomino
31- Já tentei ler Paulo Coelho e Stephenie Meyer (Saga Crepúsculo), mas não consegui, achei ambos muito chatos
32- A única série de livros adolescentes que eu li inteira, do primeiro ao último volume, foi O Diário da Princesa, de Meg Cabot
33- Nunca li Harry Potter, nem Senhor dos Anéis, nem Crepúsculo
34- Nunca assisti a nenhum dos filmes produzidos a partir desses livros
35- Acho o livro sempre melhor que o filme, exceto em "O Diabo Veste Prada", em que o filme é tão bom quanto o livro
36- Adoro rock, principalmente Indie Rock, Brit Rock e Alternative Rock
37- Minhas bandas preferidas são: Coldplay, The Beatles, The Killers, Franz Ferdinand, Keane, Radiohead e Kings Of Leon
38- A música preferida é Fix You, do Coldplay
39- Não gosto de funk, axé, pagode e sertanejo
40- A maioria das minhas amigas nunca ouviu falar das bandas que eu gosto
41- Uso franja há mais de quatro anos
42- Não sou emo, nunca fui, uso franja antes da praga dos "corta pulsos" se alastrar
43- Não gosto de nenhuma banda de emo, não por preconceito, mas porque acho o som ruim
44- Não tenho preconceitos quanto a nada, acho preconceito coisa de gente ignorante
45- Mas eu tenho medo de travestis
46- Sou heterossexual assumida, gosto de homens, e não entro na modinha de beijar mulher pra experimentar
47- Sou ligada com a moda, mas não sou uma vítima da moda
48- Visto aquilo que me faz sentir bem, e geralmente acerto nas combinações
49- Nunca uso uma roupa do jeito que ela veio da loja, sempre dou uma incrementada
50- Minha peça de roupa preferida no meu armário é minha regata branca
51- A roupa que eu mais gostei de ganhar foi um vestido branco que a minha mãe fez pra mim
52- Minha mãe costura várias roupas pra mim
53- Eu sempre recorto as fotos de moda que eu mais gosto e colo num mural que tem no meu quarto
54- Meu sonho é ir a um desfile da Victoria Secret's
55- Minha modelo preferida é a Gisele Bünchen, seguida pela Alessandra Ambrósio
56- Já desfilei duas vezes, e não gostei
57- Odeio atender telefone, e falar ao telefone também
58- Adoro receber torpedos no meu celular
59- Tenho medo de sapos, rãs e pererecas
60- Não tenho medo de barata, nem de escuro
61- Adoro ficar sozinha em casa
62- Canto e faço caras e bocas na frente do espelho
63- Canto e danço no chuveiro, além de fazer esculturas no cabelo lotado de xampu
64- Adoro inverno, frio, cobertor, luva, meia, gorro e casaco
65- Não gosto de verão nem de praia
66- Minhas pernas são muito brancas
67- Já fui gordinha e baixinha, tudo bem que hoje eu não sou muito alta
68- Emagreci fazendo esportes (mesmo não tenho jeito algum pra coisa), e mantenho o mesmo peso desde os 13 anos
69- Minha mãe pintou meu cabelo de vermelho quando eu tinha dois anos de idade, tirando essa vez, nunca pintei meu cabelo, e a cor dele é a natural
70- Gosto de economizar água, luz e papel
71- Sou organizada em quase tudo, exceto com o meu guarda-roupa
72- Perco canetas com muita facilidade, por isso nem compro, uso canetas promocionais que eu ganho por aí
73- Sonhei sem ser arquiteta até o 2º ano do ensino médio
74- Não sei usar compasso nem régua, faço tudo torto, e não sou boa com medidas, por isso desisti da arquitetura
75- Nunca quis fazer jornalismo, comecei a fazer porque o curso para o qual eu fiz vestibular, Relações Públicas, não abriu turma
76- Passei em primeiro lugar no vestibular
77- Ganhei uma bolsa de estudos de 100% do Prouni para fazer faculdade
78- Descobri aos poucos que amo jornalismo, e não troco essa profissão por nada nesse mundo
79- Já passei em dois concursos públicos, um de estágio, outro de emprego
80- Sou muito curiosa, não por assuntos que envolvam outras pessoas, mas por conhecer coisas novas
81- Gosto que as pessoas confiem em mim
82- Sei guardar segredos muito bem, os meus e os de outras pessoas
83- Sou muito boba, rio de quase tudo
84- Também gosto de fazer as pessoas sorrirem
85- Tenho contas em quase todas as redes sociais, mas só uso o Orkut, o Twitter, o meu Blog e o Email
86- Adoro dormir,e adoro sonhar e no outro dia acordar e lembrar do sonho
87- Amo andar de salto alto, e aprendi a andar de salto com a minha mãe
88- Aprendi a me maquiar coma minha mãe também
89- Nasci numa sexta-feira 13, e 13 é o número que eu mais gosto, deve ser porque é o dia do meu aniversário
90- Gosto de futebol mas entendo pouco, e não sou fanática
91- Gosto de assistir partidas do campeonato inglês, torço para o Chelsea. No Brasil, sou Flamenguista, desde criancinha
92- Tenho medo de andar de escada rolante, e de elevador eu só ando se estiver acompanhada
93- Não gosto de verde, nem de amarelo, nem de marrom
94- Sonho em morar em Nova York, Londres ou Berlim
95- Sonho em conhecer a Itália, a Inglaterra, a Espanha, a Grécia e a Alemanha
96- Quase fui pros EUA no Ensino Médio, mas minha mãe não deixou
97- Ganhei um prêmio de R$1000 quando estava no 3º ano do Ensino Médio, por ser a melhor aluna da minha sala
98- Fui criada numa família tradicional e religiosa
99- Minha mãe me chama de Anita, e de Mariana (?)
100- Perdi meu pai quando ainda era muito pequena, num acidente de carro
101- Tenho medo da Lady Gaga, Hebe, da Xuxa e de palhaços


Ana Paula de Almeida

3 de abril de 2010

Quem sou eu

by Ana Paula de Almeida às 19:15 3 comentários

Eu já fiz esse tempo há algum tempo, e não tinha pretensão alguma de postá-lo no blog, mas, atendendo a pedidos aí está ele!


Certa vez eu li um texto muito inteligente que dizia que a gente é o que a gente gosta. Sim, não existe melhor definição pra gente do que aquela que lista tudo o que a gente ama: nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam.
Pois bem, vou me listar, vou me definir.
Eu sou verão, sol, calor. Mas se for pra assistir filminho debaixo do edredon eu sou inverno convicto!
Sou bossa nova, rock'in roll, poesia, verso em prosa, carta, fotografia, rosas e girassóis. Sou romance, comédia romântica, comédia, ação e aventura.
Eu sou Steven Spilberg, Quentin Tarantino, Alanis Morrissete, sou Tom, sou Vinícius, José de Alencar, Luis Fernando Verríssimo, Joyce Pascovitch, Marília Gabriela, Norah Jones.
Sou Beatles, Coldplay, Keane, The Killers, Kins Of Leon, Los Hermanos.
Sou Beyoncè, Katy Perry, Lily Allen, Lady Gaga.
Sou lasanha, pizza, batata frita, ketchup.
Sou trufa de pimenta e torta de morango.
Musse de maracujá, coca-cola, e muito queijo, mas muito mesmo.
Sou livros, Cds, Discos de vinil, DVDs. Sou séries de tv, internet e iPod.
Sou jeans, all star branco, camisa pólo, vestido, saia, short, salto alto, colar de pérola e grandes óculos escuros.
Sou franja retrô, cabelo preto e brinco de argola.
Sou futebol, sou FLAMENGO, sou paulista com alma de turista.
Sou Nova York, Milão, Berlim, Londres, São Paulo.
Sou mais campo que praia, mais jantar que almoço, mais flor que fruta, mais rosa que azul.
Sou esmalte vermelho, maquiagem, mais cinema que balada, mais teatro que rave, mais barzinho que festa lotada.
Sou lounge, outsider, excêntrica, amiga, namorada, companheira, filha, irmã.
Sou refrigerante e champagne, água doce, banho de chuva, bolsa gigante e coração a mil!
Sou inquieta e sossegada, sou desatino. Sou eu mesma!

Ana Paula de Almeida

1 de abril de 2010

Já pode casar!

by Ana Paula de Almeida às 14:02 2 comentários
Quem nunca ouviu, ou disse, essa famosa frase quando uma mulher dá um show na cozinha? Que atire a primeira pedra quem não se enquadra numa dessas opções. Eu mesma, muitas vezes já escutei e pronunciei essa tão singela e delicada frase a amigas, vizinhas e primas. Pois bem, disse sem pensar, porque essa é a frase mais sem nexo que eu já conheço. Como assim só quem sabe cozinhar que pode casar? E quem não sabe, simplesmente fica pra titia. Muito engraçado.
Tudo bem, não preciso nem dizer, pelo tom das minhas palavras já está mais do que explícito o motivo do meu desabafo: eu não sei cozinhar. E não sei mesmo, nada versus nada. Minha mãe até tentou me ensinar, não posso tirar o mérito da força de vontade dela, mas foi inútil, não aprendi a cozinhar até hoje. Nem sei se um dia vou aprender, e não estou tão preocupada com isso. Acho que uma mulher pode fazer milhares de outras coisas interessantes e úteis além de pura e simplesmente cozinhar para o marido. O que me preocupa sinceramente é essa história de "cozinhou bem, já pode casar!."
Acho que não é bem por aí que caminha a humanidade. Tenho que confessar que por mais que seja uma mulher moderna, antenada e ligada nas tendências de cultura, moda e arte, sonho no dia em que eu entrarei vestida de branco numa igreja ao som da marcha nupcial. Sonho com isso desde criança. Não é clichê, mas eu quero casar de branco com amor da minha vida, ter dois filhos, uma casinha com fumaça na chaminé , um gato chamado Félix e ouvir Beatles o dia inteiro.
Mas ainda acredito que cozinhar não seja um dos requisitos básicos para poder se casar. Porque, afinal, eu não sou a única mulher que não sabe cozinhar na face da terra. Bom, eu acho que não sou. E saber cozinhar não é hereditário, disso eu tenho certeza, senão eu seria uma cozinheira de mão cheia, considerando-se que a minha mãe é uma verdadeira artista na cozinha. E eu gosto muito disso, porque nunca caio na monotonia do arroz-feijão-ovo. Mas, infelizmente não herdei esse atributo dela, porém, eu sei fazer outras coisas bem legais. Do tipo arrumar a casa, lavar a louça, passar a roupa e etc. É só a cozinha que me dá calafrios, não sei, tem alguma coisa lá que me dá medo. Não sei se são as panelas, o fogão, os milhares de temperos. Só sei que meu arroz poderia ser facilmente usado como cimento, pra isso com certeza ele seria muito bem aproveitado, mas para ingerir eu não recomendo. 
Eu bem que já tentei cozinhar, afinal eu tinha que tirar a prova se eu não sabia cozinhar realmente. E isso já está mais do que comprovado, não preciso chamar nenhum especialista pra constatar essa realidade. Por isso eu nem me arrisco em aventuras culinárias, pelo bem das pessoas que poderiam vir a experimentar meus "quitutes". Sou uma pessoa consciente, preservo a vida daqueles que amo, e dos que não amo também, porque a minha comida eu não desejo nem pro meu pior inimigo. Enfim, posso entender de moda, política, cultura, cinema, esportes, mas de culinária eu não entendo. Até tentei reproduzir algumas receitas do programa da Ana Maria Braga, mas os resultados não foram nada animadores. Então desisti, vou me focar em outras atividades afim de prevenir aborrecimentos futuros. Porém, não vou desistir do sonho de me casar um dia. Meu futuro marido vai ter de entender o fato da minha total falta da aptidão para tarefas que envolvam forno, fogão, panelas e derivados. Não adianta, não nasci para cozinhar, mas nasci para casar. Mesmo que nunca escute aquela frase bonitinha "já pode casar!", vinda de alguma tia que aprovou minha comida. Eu sei que eu posso casar um dia, e sei também que é melhor que eu não tente cozinhar, afinal, não quero ficar viúva antes do tempo.
E é isso.
Ana Paula de Almeida

20 de março de 2010

Desabafo de uma pegadora de busão

by Ana Paula de Almeida às 20:16 4 comentários




Há algum tempo, mais precisamente cinco anos, que meu quase absoluto meio de locomoção tem sido o transporte mais popular, democrático e coletivo que existe : o ônibus. Quando fui estudar longe de casa pela primeira vez, nunca tinha andado de ônibus sozinha. A escola era na mesma cidade, mas pra chegar até lá eu precisa pegar o transporte. E foi assim por três anos seguidos. Assim que terminei o ensino médio logo ingressei na faculdade, e a minha vida de "pegadora" de busão continuou a todo vapor. Contabilizando então, é meia década ininterrupta na mesma rotina de sobe no ônibus, passa a roleta, paga passagem, dá sinal, desce no ponto... e aí por diante. Sendo o ônibus um transporte que carrega pessoas de todos os tipos e idades, para os mais diversos destinos e objetivos, é possível imaginar quantas histórias eu já presenciei, e participei, dentro do veículo.

Para começar, como disse no início, andei de ônibus pela primeira vez sozinha quando tinha mais ou menos 14 anos. É claro que eu já tinha viajado de "busão", porém sempre na companhia da minha mãe, ou de alguma outra pessoa. Para agravar a situação, eu não sabia onde descia pra ir pra escola, minha mãe queria me levar mas eu impedi terminantemente, afinal, eu estava no primeiro ano do ensino médio e não no jardim de infância. Fui pro ponto, com umas duas horas de antecedência porque eu odeio me atrasar, esperei o ônibus e quando ele chegou eu saquei meu passe escolar do bolso e subi. Acho que o cobrador realmente viu pela minha cara que eu nunca tinha andado de ônibus sozinha, porque quando eu fui passar pela roleta eu empurrei com as mãos ao invés do corpo, e a roleta acabou indo sem mim, e eu tive que pagar duas passagens. Eu tenho certeza que a minha mãe sabia que isso ia acontecer quando colocou uns cinco passes de reserva na minha mochila. Pois bem, senti meu rosto queimar, eu devo ter ficado roxa de vergonha, fui de cabeça baixa e sentei bem no fundo. A minha maior preocupação era onde descer, mas a minha sorte é que outras pessoas que estudavam na mesma escola pegaram aquele mesmo ônibus.

Depois desse dia, não tive mais esse tipo de constrangimento, porém ao longo dos anos protagonizei e presenciei muitas outras histórias bizarras dentro de um ônibus. Uma vez eu cai quando o grande veículo passou em cima de uma lombada e, detalhe, o ônibus estava lotado. Dá pra sentir que todo mundo riu da minha cara, mas como eu estava com os meus amigos acabei caindo na gargalhada também. Eu já falei muita besteira quando devia ficar quieta, principalmente quando vinha em ônibus cheio, portanto, quando estava no ensino médio fui o motivo da alegria e da gozação de muita gente. Mas, quando eu estava com a galera eu nem ligava, falava porcarias intecionalmente, o difícil era quando eu pagava mico sozinha. Como da vez em que uma criança vomitou em mim, mas aí o mico não foi minha culpa, mas quem ficou fedendo no ônibus fui eu. E o pior foi que esse dia estava fazendo muito frio, então ninguém conseguia ir com a janela aberta, dá pra imaginar a situação. Outra vez que eu não tive culpa nenhuma mas paguei o pato, só que dessa vez com o ônibus todo, foi quando, já na faculdade, soltaram o extintor dentro do "busão". Quase morri sufocada, mas o pior foi que eu quase entrei em pânico pensando que o que estava acontecendo era um incêndio.

Mas também não é feita só de micos e furos a minha trajetória pelos ônibus desse meu Brasil, tenho muitas histórias legais pra contar. Já fiz muitos amigos no trajeto escola-trabalho-trabalho-casa, e amigos de verdade, afinal, quando você encontra alguém todos os dias é impossível não criar certa afinidade com ele. Já me apaixonei muitas vezes nesses ônibus da vida, paixão à primeira vista mesmo. Só que às vezes ficava só na primeira vista, porque depois a pessoa nunca mais pegava ônibus comigo (rs). Não vou mentir, já beijei muuuuuuuito dentro de ônibus, algumas vezes foi bom, outras nem tanto. Já se declaram pra mim, e eu já fui pedida em namoro muitas vezes nesse mesmo local. Pensando por um lado, andar de ônibus te proporciona conhecer muitas pessoas diferentes e legais, basta deixar o preconceito de lado e se abrir para os mais variados tipos que você encontrar dentro do famoso "busão.

Porém, mesmo gostando da proposta do veículo, e acreditando que ele pode ser uma das alternativas para se conter o aquecimento global, afinal, ao andar de ônibus as pessoas deixam os carros em casa e isso diminui a incidência de monóxido de carbono na atmosfera, o meu maior problema com o "Mercedes" fica por conta dos atrasos. Ultimamente, tenho chegado meia hora mais tarde na faculdade e em casa, e isso realmente me deixa muito irritada. Dá até vontade de ser um daqueles rebeldes que quebram ônibus por ai, mas não faço isso porque se não tiver o ônibus aí que eu não chego a lugar nenhum mesmo.

É um desabafo, odeio quando ônibus atrasa, quebra e acaba me deixando na mão. Mas vou vivendo essa minha vida de "pegadora de busão" até quando Deus quiser, ou até eu tirar minha habilitação e comprar um carro, ou uma moto. Porque eu até sei andar de bicicleta, mas acho meio arriscado porque eu não tenho muito senso de direção, mas isso já é outra história. Por enquanto é só.

Beijo no cérebro.



Ana Paula de Almeida








14 de março de 2010

Deixa o verão pra mais tarde

by Ana Paula de Almeida às 11:24 5 comentários

frio 
Peguei o trecho de uma música do Los Hermanos, que também foi gravada pela Mariana Aydar, para especialmente no último domingo de verão escrever esse texto, de boas vindas, para o outono que está vindo ai, e para o inverno que logo chega também. Tudo bem que a maioria das pessoas ama o verão, diz que o verão é a estação da alegria, do alto-astral e essas coisas. Porém, não existem estações que eu mais ame nessa vida que o outono e o inverno. Pra mim, não tem coisa mais gostosa que ficar debaixo do cobertor assistindo filme e comendo pipoca, dormir de conchinha, andar de meia pela casa, sentir aquele ventinho frio que congela o nariz! Sem falar das comidas de inverno, que são as mais deliciosas, e que a gente come sem culpa, porque o corpo tem que armazenar energia pra aguentar o frio, então engordar não é problema. Agora um dos aspectos que mais me agradam no inverno são as roupas, tanto pra homem quanto pra mulher, que são muito elegantes e ao mesmo tempo estilosas. Sempre espero árduamente pra poder "desenterrar" do meu guarda-roupa meus casacos, suéteres, cachecóis, luvas, cardigãs, botas, sapatos e tudo mais. Todo mundo fica mais chique no inverno, isso é fato!
Eu nunca gostei muito do verão, considerando-se que piscinas, praias e cachoeiras não fazem parte dos meus roteiros preferidos. Sempre gostei de lugares onde você se arruma pra ir, e continua arrumado quando volta. Desde pequena sempre amei o inverno, até porque eu sou uma pessoa que adora dormir, e existe melhor estação do ano pra isso? Bom, eu acho que não, afinal, não consigo dormir muito bem quando está calor. Agora, o único contratempo no inverno é ter que acordar cedo, isso eu admito de coração aberto, até porque já passei por épocas em que eu tinha que sair da minha cama quentinha às cinco da manhã. Apesar de que sair da cama no inverno em qualquer horário é um problema pra mim. Meus fins de semana gelados se resumem a cama-sofá, sofá-cama, tudo com um bom arsenal de edredons e cobertores. Mas eu adoro sair no inverno, ir à bazinhos tomar bebidas que esquentem, comer fondue, e mais um monte de coisas super calóricas. Então, resumindo, meus finais de semana no inverno são um dia inteiro repousando, e a noite um programinha pra esquentar.
Outra coisa que eu amo no inverno é namorar, bom isso eu amo o ano inteiro, mas no inverno tem aquele tempero especial : o frio! E quem não sabe que o melhor calor pra espantar o frio é o calor humano? Isso é comprovado científicamente, e nada melhor do que se esquetar do lado de quem se gosta. Acho que o dia dos namorados no Brasil é numa data estratégica, 12 de junho, que é no auge do frio por aqui. Ainda não é inverno, mas a gente já sente bastante a queda das temperaturas. Até porque, o Valentine's Day no resto do mundo é em 14 de fevereiro, quando aqui no Brasil a população está quase derretendo debaixo do sol. E que graça teria comemorar o dia dos namorados num calor desses? Nem chocolate ia poder ser presente porque ia derreter antes que fosse dado ao amado, ou amada. E onde ele é comemorado no dia de São Valentim, é altamente frio, porque é geralmente no hemisfério norte, onde as estações são o inverso daqui do Brasil.
Agora o outono é a minha estação preferida, porque é um misto de verão e inverno, não faz nem tanto calor, nem tanto frio, e se caracteriza por um clima agradável, meio seco, mas no ponto pra minha felicidade. É claro que eu gosto mais dos dias frios, mas um dia ou outro um calorzinho não faz mal pra ninguém não é? Só que o verão me irrita um pouco porque chega uma hora que ninguém aguenta mais se ver, se tocar, todos estão incomodados com as roupas, com a transpiração, é chato mesmo. Por isso eu gosto do inverno, ficar "aninhada" debaixo das cobertas, quetinha no meu canto, é comigo mesmo! E se tiver uma compainha pra ajudar a espantar o frio melhor ainda!

Ana Paula de Almeida


7 de março de 2010

Não se discute e ponto.

by Ana Paula de Almeida às 16:25 2 comentários
indiscutível 
Se tem três coisas pelas quais eu acho extremamente inútil de se discutir, essas são: política, futebol e religião. Sinceramente, essas são questões extremamente contraditórias e pelas quais não vale a pena se aborrecer e gastar saliva. Até porque, você pode chegar a rolar no chão tentanto convencer alguém sobre o seu ponto de vista, e ele pode até aceitar a sua opinião, mas vai continuar tendo a mesma percepção de mundo de antes de começar a discussão. E o que é pior, no meio de uma discussão que envolva um dos itens citados acima, você perder um amigo, ou ganhar um inimigo, na melhor das hipóteses.Não adianta tentar convencer um ateu de que Deus existe e está presente em todas as coisas do universo, que de contraponto ele sempre vai ter uma tese que invalide a sua. Eu acredito em Deus, independente de qualquer coisa, mas reconheço que meus esforços para convencer quem não acredite Nele são inúteis. Ainda no campo da religião, a disputa mais acirrada é quando se defrontam um católico e um evangélico. É clara para ambas as partes que suas crenças provém de um mesmo ideal, o Cristianismo, mas as convicções de cada um são tão diferentes que a lei da física de que dois corpos não podem ocupar um mesmo lugar se tornam explícitas nessa situação. Acho que nem judeus e cristãos brigam tanto como católicos e evangélicos.

Outro ponto indiscutível é futebol. Mas esse é, francamente, o assunto que todo mundo acha inútil discutir, mas que ao mesmo tempo todo mundo ama criar um conflito sobre o tema. Até porque futebol é uma paixão quase mundial, e o time do coração é quase um filho, um marido (ou uma esposa) e que cada um tem o prazer de defender com unhas e dentes, mesmo que seu time seja o último na tabela do campeonato. Enfim, você sabe que não vai conseguir convencer seu amigo de que seu time é melhor que o dele, mas isso não impede que você liste 100 atributos de sua equipe do coração só pra poder afrontá-lo. Porém, continua sendo uma batalha inútil, gastação de saliva à toa, aborrecimento sem explicação.

E a política, outro assunto que se torna absurdamente perigoso quando discutido. Ainda mais quando de um dos lados, ou dos dois, está alguém com uma visão muito decidida em relação à política. E nesse caso, não importa se a visão é de direita ou de esquerda, a discussão pode levar dias, meses, anos, e nenhuma das partes, sob hipótese alguma vai ceder. Então, mais uma discussão inútil na mesa.

Então vamos discutir a relação! Essa pode parecer uma discussão inútil pra muitas pessoas, vulgo homens, mas no fim sempre se acaba chegando num consenso. Pode não ser um consenso tão consensual assim, alguma das partes vai acabar cedendo sob forte pressão. Mas no fim tudo se resolve não é?

Vamos discutir sobre moda, música e cinema. Algumas vezes pode ser inútil, mas as pessoas com bom gosto músical/fashion/cinéfilo , sempre acaba vencendo e convencendo. Então já não é mais tão inútil assim...

Agora me irrita profundamente quando alguém quer começar alguma discussão sobre religião, futebol ou política. Nesses campos, cada um tem a sua opinião, e que deve ser respeitada sob qualquer hipótese. E quando eu penso nisso é quando eu vejo o quanto é importante a liberdade de expressão. Mas essa liberdade tem um limite, que é até você ultrapassar o limite do outro, do próximo. Você tem liberdade pra pensar o que quiser, e expressar o seu pensamento, mas isso não lhe dá nenhum direito de forçar outras pessoas a pensarem como você.

Então fica o pensamento, a sua liberdade não pode interferir na liberdade do outro. Discutir sim, mas não tentar impor o seu ideal. Quando isso acontece a liberdade passa a ser ditadura, e a partir daí a liberdade não existe mais. Por isso eu digo, tem coisas que realmente não se discutem.

Ana Paula de Almeida

27 de fevereiro de 2010

Prazer, fone de ouvido.

by Ana Paula de Almeida às 17:45 7 comentários
Fone de Ouvido 
Se tem uma coisa que consegue me irritar profundamente, mais do que os homens, mais do que a lentidão da minha internet, mais do que a minha mãe finijndo que entende o que eu falo, são as pessoas que insistem em ouvir músicas no celular, no iPod, no walkman, no radinho de pilha ou seja lá o que for, no alto falante. Não tem coisa que me tire mais do sério do que essas pessoas sem noção alguma de respeito aos outros, que fazem questão de mostrar ao mundo o quanto gostam de música, e escolhem geralmente lugarem com grandes aglomerações pra fazer isso, leia-se elevadores e ônibus.
Quando eu me deparo com essas pessoas abençoadas eu fico pensando: " e fone de ouvido, serve pra quê mesmo?" Pelo amor de Deus, dá vontade de chegar a essas pessoas bem educadamente e dizer: "amigo, você por um acaso já ouviu falar de um tal de fone de ouvido? Ele é gente boa, e ajuda as pessoas a serem discretas! Você vai gostar de conhecê-lo, eu aposto!" Eu ainda sou educada, mas conheço gente que já ia partir pra ignorância e tal... Mas tem gente que merece, francamente. Eu acho que cada um é livre pra ouvir o que quiser, mas não precisa obrigar ninguém a partilhar do seu exótico repertório musical.
E por falar no repertório, isso é o que mais me deixa triste, porque geralmente engloba funk e pagode. Quero deixar claro que respeito quem ouve, eu não ouço mas não tenho nada contra. Só que é uma falta de educação obrigar o ônibus inteiro a ouvir o que você quer ouvir.
Ônibus já um lugar desagradável, principalmente quando está lotado. Tenho certeza que você já teve a impressão de que estavam encostando partes intímas no seu ombro quando você vai sentado no banco que dá pro corredor. Eu, quando entro num ônibus, que só tem lugar nesse banco, fico de pé por via das dúvidas.
Mas enfim, o caso é que estar num ônibus já não é muito bom, porque revela que você não tem dinheiro o suficiente pra comprar um carro, ou que seu pai ou sua mãe cansaram da sua folga de levar e buscar pra todo lugar. E ainda quando você tem que aturar quase uma batalha de DJ's, recheado de muito créu e rebolation, a situação se torna pior . Quer ouvir dejavù, belo? Ouça sozinho, no fone de ouvido, eu imploro!
O pior é quando eu tenho que pegar o ônibus às 7h da manhã e me deparo com seres desse tipo. Tenho vontade de descer no próximo ponto, ou melhor tenho vontade deixar essas pessoas numa BR, de madrugada, e sem roupa.
Esse dias eu quase tive um ataque quando entrei no ônibus, simplesmente tinha um senhor de idade ouvindo funk no celular. No alto falante, detalhe. Como assim? O mundo está perdido. Isso com certeza deve ser influência de algum neto sem escrúpulos dele, só pode. Ou então herança da época de ouro no rádio, quando todo mundo se reunia pra ouvir rádio. Só que criaram o fone de ouvido justamente pra que cada pessoa possa ouvir seu sonzinho sem incomodar os outros.
E quem faz isso, faz pra irritar mesmo, porque o fone de ouvido vem no aparelho tocador de música, então nem adianta dar a desculpa de que não tem. Eles fazem isso é porque sabem que é uma afronta ao bom relacionamento com a humanidade.
E quando alguns indivíduos inventam de andar de bicicleta ouvindo música no último volume? Isso ai é coisa de gente sem noção mesmo, não entendo.
Respeito todos os estilos musicais, e ouço meu Beatles no mais íntimo dos meus fones de ouvido, e acho que se você gosta de Calypso devia estorar seus tímpanos sozinho. rs
Só pra constar, paguei minha língua com o meu irmão, mas isso é outra história e que eu não gosto muito de comentar.... rs
Então, fica a sugestão, resgate o fone de ouvido que veio no seu celular, ou mp4/iPod, e proteja meus ouvidos e o mais da metade da humanidade!




Ana Paula de Almeida

O amor é cego?

by Ana Paula de Almeida às 15:58 1 comentários
amor"O amor é cego, e a loucura o acompanha." Desde de criança a gente já está mais do que acostumado a ouvir essa frase bonita e altamente filosófica. Pode parecer bonita, romântica e etc., mas pra mim, essa é a maior lorota que já contaram na humanidade. Mais mentira que papai noel, coelho da páscoa e internet rápida. Imagina, o amor cego! Rá. Pelo amor de Deus, as pessoas são cegas, o amor não.
Pior que o "amor é cego", é que aquela balela de "quem ama o feio, bonito lhe parece". Quem inventou esse ditado, francamente, tinha sérios distúrbios comportamentais, do tipo pegar a baranga da sala pra pagar aposta, quando no fundo ele estava era loucamente apaixonado por ela. Quem ama o feio, sabe que ele é feio, mas ama e ponto. Ou melhor dizendo, ele pode não ser feio, mas estar fora dos padrões de beleza da sociedade, e quem ama sabe disso mas não está nem ai. Porque eu não acredito na feiura, acredito que existem padrões de beleza que não necessariamente sejam coisas belas. Também não acredito em beleza interior não, acho isso história pra boi dormir. Na minha opinião todas as pessoas tem coisas incríveis pra mostrar, e quem tem a sorte de encontrar alguém pra compartilhar esses dotes, meus parabéns, e minha sincera invejinha.
Então, mas voltando a falar daquela velha história de que o amor é cego e tal, não entendo como foram inventar essa mentira. Você sabe que aquele cara é o maior cafajeste da história, e isso que te deixa mais louca por ele, não é verdade? E eu juro que digo isso por experiência própria (rs). E você, tá cansado de ouvir seus amigos dizerem que a sua namorada é a garota mais enjuada da face da terra, você sabe muito bem isso, mas o jeitinho todo delicado dela é o que mais te encanta. Pena que nenhum dos seus amigos vejam isso, ou sorte sua.
Falando como mulher agora, eu sei mais do que todo mundo que não existe criatura mais irritante do que homem. Eles têm o dom de tirar qualquer mulher do sério, no sentido ruim da palavra. Mas também conseguem tirar qualquer mulher do sério no sentido bom, ou quente da palavra, se é que me entendem. E isso qualquer mulher sabe, então não tem como dizer que nenhuma mulher é cega quando se envolve com aquele cara mais improvável que possa existir. Ela não é cega coisíssima nenhuma, ela enxerga muito bem, tão bem que viu alguma coisa nele que mulher alguma tinha visto até agora, pode ter certeza disso.
Com homens é a mesma coisa, quantas vezes você, mulher, já quase perdeu a compostura quanto aquele gato de quem você era afim há muito tempo ficou com aquela classificada como "mosca morta". De mosca e de morta ela não tem nada, e ele viu muito bem isso.
Então, por isso que em matéria de amor não se pode dizer que ninguém é cego. Se você ama, tem algum motivo. Motivo esse que você enxerga muito bem quando ela sorri ou quando ele te abraça.
Agora, tem algumas pessoas que podem ser classificadas como cegas sim. Isso eu admito, e são aquelas que acham que podem mudar alguém. Geralmente é aquele tipo de pessoa que não encontrou um motivo muito plausível pra ficar com alguém, só vê defeitos e acha que pode transformar esses defeitos em qualidades. Me perdoem a palavra, mas gente assim é burra, e não cega. Isso porque 99,9% das pessoas vivem por ai enchendo o peito pra dizer que não mudam por nada nesse mundo, daí encontram um rostinho bonito no caminho, mas que não tem nada a lhe oferecer naquele momento, e ficam insistindo em fazer daquele skatista um gentleman. Me poupe! Eu não acredito em amor que se baseia na aparência, se ama pelas características, por isso eu disse no início que aquela frase "quem ama o feio, bonito lhe parece" é a afirmação mais falsa que eu já ouvi. Você não o(a) ama porque ele(a) é bonito(a), tem muito mais coisas que fazem com que você seja apaixonado.
Amor é essência, e é profundo, por isso vai além da superfície que todo mundo vê. Amor vai fundo, e se ama por aquilo que o amor tem de inexplicável. Quem explica porque ama, sinceramente, não ama. E o amor enxerga muito mais do que você pensa. Que me desminta que ama, quero ver quem tem coragem de dizer que ama só o que é bonito pros outros.
Eu lanço esse desafio, e quero ver quem pode dizer que isso é mentira.
Mentiroso sim é quem diz que o amor é cego!
Mentiroso e me faz rir.


Ana Paula de Almeida

21 de fevereiro de 2010

Quem gosta de chiclete?

by Ana Paula de Almeida às 16:21 1 comentários
Quem gosta de chiclete ai levanta a mão! (\o/)
chicleteNão sei se já comentei isso, mas a minha vida amorosa se resume a romances que não duraram mais de 2 meses. É, também acho vergonhoso, mas é assim. Esses dias eu estava refletindo sobre isso e cheguei a conclusão que o meu problema está no chiclete. E eu não to falando do chiclete de mascar não, esse eu até que aprecio, não fosse pelo fato de que eu sempre me sinto uma vaca quando fico mastigando goma de mascar por mais de uma hora, ou então porque eu não sei me comportar quando estou mascando chiclete e fico fazendo bolas em qualquer lugar. Mas enfim, não estou discutindo a minha falta de jeito com as gomas de mascar, resolvi escrever sobre aqueles relacionamentos extremamente melosos, regados a muitas expressões ridículas e explícitas de carinho, como aqueles apelidinhos no diminutivos. Ou então o fato de que casais apaixonados e grudentos se falarem mais de 20 vezes em um dia, e gostarem de fazer tudo juntos, até ir ao banheiro se bobear. Não entendo gente desse jeito, mas respeito claro. É que eu não sou assim, se tem duas coisas que eu prezo nessa vida são os meus momentos de solidão e a minha individualidade. Sou do tipo de pessoa, como diria meu ídolo Arnaldo Jabor, que "precisa da ausência pra querer a presença". E é assim mesmo que eu me sinto, eu gosto de sentir falta... não falta demais também. Uma vez eu tive um namorado que ia me ver uma vez por semana, só que depois o resto da semana eu não tinha mais notícias dele, durou 2 meses. Daí, como eu me cansei da total ausência dele, logo depois arrumei um namorado chiclete, que ia me ver todos os dias. Cansei de novo, durou 1 mês.
Acho que tudo nessa vida tem que ter equilíbrio, nem ver demais, nem de menos. Só que tem casal que exagera no "ver demais". Já tive amigas que perderam a vida social por causa de namorado, porque tudo o que ia fazer era com ele. Se afastou dos amigos, da família, e quando eles terminaram ela não sabia como voltar a ter a vida normal. Amar e ser amado é a melhor coisa que existe na vida, mas nessa rotina de se ver todo dia, de um querer viver a vida do outro, acaba que a relação fica desgastada. É que a paixão no começo é tão intensa que tem a necessidade de ser vivida ao extremo. Porém, o amor se sustenta muitas vezes na novidade. Quando tudo passa a ser normal, nada de novo acontece, nenhuma aventura, aquela paixão que existia no início da relação já acabou e nenhum consegue mais olhar pra cara do outro.
Por isso as minhas relações, e de outras pessoas não dura muito tempo, porque quem tem personalidade, e gosta de aventuras e novidades, não se contenta com amorzinho de adolescente. E quem foi que inventou que pra ser feliz tem que ver o namorado todo dia? Ou vice e versa. Viva a liberdade! Quando a saudade começa a gritar, o encontro tem muito mais fogo, muito mais pegada. Isso porque você acumula o amor durante a semana que quando encontra o amado o caldeirão tá quase transbordando! Também não é pra fazer igual ao meu ex e aparecer literalmente uma vez por semana, e não dar sinal de vida no resto dos dias. Tem que cuidar, mas principalmente, surpreender. Que coração não vibra com uma surpresa? Soltar um eu te amo no meio da noite é muito mais prazeroso de se ouvir do que declarar isso a cada cinco minutos.
Amor não é mesmice, e quem disse que amor não precisa de aventura estava altamente enganado. De que vale um namorado que de tão acostumado que você está com ele, não te dá nem aquele frio na barriga quando você vai encontrá-lo? Sentir falta às vezes é bom, por que o encontro passa a ser mais intenso.
E toda vez que você for beijá-lo será como se fosse a primeira. Eu vou achar um amor assim um dia, e você também. E dai você vai ver como chiclete não é tão gostoso assim.

Ana Paula de Almeida

O pior sentimento do mundo

by Ana Paula de Almeida às 15:27 0 comentários
mau-homorQuando você pergunta a uma pessoa o que ela não suporta nessa vida, em 90% dos casos ela vai dizer que é a falsidade, a mentira e a inveja. Essas são as coisas que grande parte das pessoas não admite e não perdoa.
Eu sou diferente, pra mim o pior sentimento do mundo é o mau-humor. Ninguém merece ficar perto de gente mau-humorada, sinceramente. É insuportável conviver com pessoas rabugentas, que não sabem levar as coisas na brincadeira. Vale aquele sábio ditado: "não sabe brincar, não desce pro play!".
O pior é o que vem acompanhando o mau-humor, não bastasse ficar de cara fechada o tempo todo, mau-humor é sinônimo de ignorância, grosseria e intolerância, resumindo, pau-no-cuzisse total. E isso eu não aturo, de verdade. Falsidade todo mundo tira de letra. Mentira é tolerável, afinal, quem nunca mentiu? Inveja, bom, quem é que não gosta de ser invejado?
Agora, me diz de uma pessoa que gosta de ser tratada com grosseria? Eu não conheço nenhuma. O ser humano tem a necessidade de ser aceito, em qualquer tipo de sociedade onde conviva, isso faz parte da natureza. E não tem coisa pior nessa vida do que ser maltrato por alguém, e não tem justificativa para falta de educação.
Quem faz isso geralmente são os mal-amados. E eu não falo de amor de casal, falo de amor mesmo, amor à vida, às pessoas... Quem ama, e é amado, é mais feliz, e quando tem raiva ou desapontamento com alguma coisa não sai por ai descontando nas outras pessoas.
Poxa, a vida é tão curta, que não vale a pena perder um só dia dela pra ficar mal-humorado.
Acordou com o pé esquerdo? Volta pra cama e dessa vez levanta com o direito!
Se olhou no espelho e uma espinha enorme nasceu no seu lindo nariz, bem no dia que você ia sair com AQUELA pessoa? Não sei se você já ouviu falar, mas tem um negocinho chamado acnase que é tiro e queda, e se não resolver, corretivo serve pra isso.
Começou o dia com aquela ira repentina e ao mesmo tempo aquela vontade de se acabar de tanto chorar? Bom, isso deve ser tpm, e o melhor remédio nesses dias é se permitir. Jogar a dieta pela janela e se entupir de chocolate sempre resolve, porque o cacau libera uma substância chamada endorfina que realmente dá uma sensação de bem-estar.
Enfim, não deixe que o seu humor afete você e as outras pessoas que são obrigadas a conviver com a sua pessoa, quando você está de "ovo virado". Tudo bem que tem aqueles dias que você acorda meio mal, mas colocar sua música preferida pra tocar, comer aquele prato que você adora, beijar bastante quem você ama ou ligar pra aquele seu amigo que você não vê há algum tempo sempre ajuda.
Leve tudo na esportiva, dê risada das coisas bobas e seja feliz. Ser feliz, mesmo que sem motivos, é o melhor remédio para todas as coisas ruins. Também não é pra sair por ai dando risada de tudo e de todos, feito um bobo da corte. Mas não precisa ofender até a décima geração do cachorro que deixou um lindo presente fedido no chão, ao qual você pisou em cima e lambuzou todo o seu sapato novinho. Seja sério quando a seriadade lhe for cobrada, como numa reunião de negócios ou num velório. Tirando essas ocasiões, deixe que o bom humor tome conta de você! Diga olá para as pessoas na rua, mesmo as que você não conhece. Sorria, seja cordial, leve a vida mais relax, pare de ficar se preocupando à toa. Quando você fica bem, o mundo a sua volta acompanha o seu astral.
E cara, me disseram que esse é o segredo da felicidade. Então, fica a dica: seja uma pessoa bem-humorada e as coisas vão começar a dar certo pra você!


Ana Paula de Almeida
 

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