22 de agosto de 2011

Acorda pra vida!

by Ana Paula de Almeida às 12:21 4 comentários Links para esta postagem


Tem gente que merece um "sacode", daqueles bem fortes mesmo pra ver se acorda. Quantas vezes eu já quis mandar um "acorda idiota, o mundo não gira ao seu redor!", porque não gira mesmo. Eu aprendi na escola que o mundo gira ao redor do sol, e que eu saiba isso não mudou. É que tem gente que acha que resolve alguma coisa reclamando da vida. Vou te ser sincera: não resolve nada e só enche o saco de quem tem que ficar ouvindo suas lamentações.
Você já parou pra pensar que enquanto você está aí reclamando dos seus problemas medíocres, tem gente tentando descobrir a cura do câncer? Ou pior, tem gente morrendo de fome sem que ninguém olhe por eles? Isso sim é sofrer. Meu amigo, ninguém morre por amor, por desemprego ou por qualquer outra lamentação que você adore ficar bradando ao mundo. Pode ter certeza que tem gente que tá mais na pior que você e nem por isso fica chorando pelos cantos.
Acorda! O motivo do seu sofrimento é você! Você e só você. Não que que os seus problemas sejam causados por você, mas ficar chorando por aí não vai resolver nada. Me diz uma vez, além de quando você era um bebê, que reclamar resolveu algo? Seja a mudança que você quer ver!
Pare de ficar esperando dos outros a solução dos seus problemas quando a solução está nas suas mãos. Não espere nada de ninguém, faça por eles o que você queria que fizessem por você. Aprenda que doar é melhor que receber. Use seu potencial pra fazer com que as pessoas se orgulhem de você. Não queira ser motivo de pena, mas sim de orgulho, de admiração. E, francamente, ficar se lamentando não vai ajudar muito nisso.
Sua mãe nunca te disse que não vale a pena chorar pelo leite derramado? Pois então. E outra, não espere dos outros a solução que você pode criar. Se Benjamin Franklin tivesse esperado que outro cientista descobrisse a eletricidade, hoje em dia a gente ainda poderia estar vivendo a base de lampião! Não peça pros outros, faça! Crie, inove.
Sorria mais e reclame menos. Faça dos seus problemas uma piada, por mais difíceis que eles pareçam. Sorrir dos problemas é a forma mais fácil de se livrar deles. Não culpe os outros por coisas ruins que aconteceram com você. Você é o culpado pela sua dor, assim como é o responsável pela sua felicidade. As coisas só acontecem quando você permite que elas aconteçam. Não culpe seu amado por ter te deixado, se abra pro amor de novo. A felicidade não vai bater na sua porta, você sabe muito bem onde ela está: vá bater na porta dela! Deus dá asas para os pássaros, mas eles tem de aprender sozinhos como voar. Com a gente é assim também, nós temos as ferramentas, mas temos de saber como usá-las. Como se faz isso? Cada um tem seu jeito, descubra o seu.
Ficar sentado aí no sofá, imaginando como as coisas seriam se fossem de outra forma não vai mudar a sua realidade. Mude por você e não pelos outros. Você pode ter o amor que sonha, o emprego que sonha, a casa que sonha, o carro que sonha, só depende única e exclusivamente de você.
E reclamar, se lamentar e se arrepender não vai te levar ao sucesso. Não se arrependa pelo que deixou de fazer, mas se orgulhe pelo que você fez. Seja positivo. As coisas são mais fáceis quando você acredita no seu potencial. Então, acredite. Você pode. Sonhe, mas faça seu sonho se realizar.
Não espere o reconhecimento das pessoas pra fazer a coisa certa. Tenha sim, a certeza de que fez a coisa certa, mesmo que ninguém reconheça ou te aplauda. O sol dá um show todos os dias, e mesmo assim, a maioria da platéia continua dormindo. Você tem que se aplaudir, se orgulhar de si mesmo. A chave para o seu sucesso está em você.

Ana Paula de Almeida

21 de agosto de 2011

Hello Stranger

by Ana Paula de Almeida às 23:34 0 comentários Links para esta postagem


Sempre tive o sonho de me apaixonar à primeira vista. Acho lindo isso, essa coisa de você ver alguém na rua e saber que ela é "a pessoa". Às vezes eu vejo uns caras muito bonitos e fico pensando que "é ele", mas a verdade é que eles nunca são. Eu não me orgulho de dizer que nunca me apaixonei à primeira vista. Mas também não conheço ninguém que tenha se apaixonado assim. Porém, eu acredito que ele exista. O amor, não o "ele". Bom, o "ele" também.
Mas sabe o que eu acho que acontece, comigo e com a maioria das pessoas? A gente se acostuma a amar e a sonhar de olhos abertos com cenas iguais a de "Closer", e fica esperando que encontre um Jude Law perdido no meio da multidão. Convenhamos né, se apaixonar pelo Jude Law é redundância. Mas enfim, os filmes de amor (e os livros, os poemas, os blogs de crônica) nos acostumam a querer que amores de ficção aconteçam com a gente. Eu acho que no amor tudo é possível, mas a gente fica esperando um amor de John Sparks, e quando ele não acontece, a gente se sente frustada e mal amada. É ou não é?
E nesse perigoso jogo, a gente acaba deixando passar oportunidades e pessoas reais, que podem ser muito mais interessantes que os filmes do Woody Allen. E por falar em oportunidade, eu acho que quem faz os romances somos nós. É ué? Porque não transformar seu namorado no Mr. Big de Sex and The City? O que te impede? Eu acho que todas as ladies merecem um príncipe (até eu!), mas a gente gosta mais de ficar achando defeitos nos nossos sapos que dar logo o beijo apaixonado que desfaz o encanto. Quem dá o tom do romance somos nós! Romances prontos estão nos livros, e assim como vocês, eu já li um monte e já sei a receita de cor pra fazer relacionamentos darem certo. Mas como eu não sei cozinhar muito bem, a maioria das vezes não consigo juntar os ingredientes. Complicado né, mas eu me esforço.
É claro que eu adoraria estar andando no meio da multidão, ser atropelada e o Jude Law vir me acudir e ganhar um lindo: "Hello Stranger". Mas eu não tô muito afim de me jogar na frente de um carro, só que nada me impede de chegar num estranho e fazer as coisas acontecerem, não é? Nada te impede também. Viu, eu já dei a receita, e eu vou tentar colocar em prática, porque você não tenta também?



Ana Paula de Almeida

11 de agosto de 2011

Covinha

by Ana Paula de Almeida às 00:34 0 comentários


Menina, já te disseram que quanto tu sorri forma uma covinha do lado direito? Já te disseram menina, que essas covinhas chegam até a serem sensuais de mais num rosto tão angelical quanto o teu? Aliás, esse rosto angelical abriga uns par de olhos que sorriem quando tu tá feliz. Já te disseram isso menina? Tu sorri com covinhas e com olhos. E dos teus cabelos lisos que caem sobre os teus ombros sardentos, já disseram?
Mas não sei o que acontece menina, mas faz tempo que não vejo suas covinhas pelo corredor. O que acontece que você não sorri mais, menina? A alegria dos seus olhos sorridentes deram lugar a uma expressão tão triste. Que acontece menina? Se abre pra mim, conta teus medos, eu quero te ver sorrir.
Eu sei o que acontece, e acho que o ladrão das tuas covinhas não merece essa tua cara tão triste. Eu vejo por baixo dessa franja olhos tristes, e eu sei o porquê delas estarem aí. Menina, você pode me falar. Você não sabe, mas eu te olho distante e sei identificar cada centímetro das tuas covinhas. E das tuas mãos pequenas e dos teus pés de bailarina. Tu faz balé, né menina? Tem uma graça e uma beleza que parece que quando anda, está dançando. Ah menina, não chora não. Eu fico aqui, te olhando comer e deslizar o garfo no arroz branco com salada e tentando desvendar onde foi que você escondeu teu sorriso. Você nem sabe que eu existo, mas eu sei que você tá triste menina, e eu queria poder devolver teu sorriso.
Se você deixar, eu posso tentar menina. Se você deixar, sorri pra mim e completa meu dia, menina.



10 de agosto de 2011

Alavanca

by Ana Paula de Almeida às 12:12 0 comentários


Tentar mandar no coração é como chover no molhado, uma redundância sem sentido. Não dá pra controlar o que a gente sente e por quem a gente sente. E quem diz que dá é porque nunca tentou lutar contra contra um sentimento que todo mundo dizia que não tinha sentido. Pior ainda lutar contra o que se sente, é lutar para sentir o que o mundo acha conveniente. Não acredito nessa história de "amor vem com o tempo". Carinho, admiração, proteção, zelo sim, amor não. Você ama a pessoa pelo que ela é, e não pelo que ela faz pra tentar te conquistar. Tentar gostar de quem gosta de você é como entrar num ringue sabendo que se vai perder. Você pode até conseguir um dia ter um sentimento que supra a necessidade de uma paixão avassaladora, mas a verdade é que paixão mesmo tem aquele momento crucial em que ela acontece e pronto. É como se existisse uma espécie de alavanca no seu coração, e de repente, alguém aparece e consegue puxar essa alavanca, sem você se dar conta de como ou porquê. Pode ser por um olhar, um sorriso, uma provocação, e num piscar de olhos sua perna treme toda vez que você o vê.
Falo por mim, não consigo viver sem as borboletas no estômago, o brilho no olhar, a falta de ar momentânea e aquela saudadezinha que dói. É isso que move a minha vida. E fico extremamente estressada e mau-humorada quando estou no relacionamento em que meu parceiro não tem a chave que desarma a "alavanca" de dentro do meu peito. É com isso que eu respiro, é minha bomba de oxigênio, é o que faz meus dias terem sentido, minhas noites terem sonhos bons, meus projetos irem pra frente, enfim, é o que me move.
Triste é quando você tem alguém incrível do seu lado, mas que por algum motivo desconhecido, não consegue puxar essa alavanca. Você tenta de toda forma puxar sozinha, fazer o trabalho por ele, mas é impossível. Por isso eu digo que a luta contra os sentimentos é uma luta que você sabe que vai perder, por mais que lute até o nocaute. Seja pra esquecer ou pra tentar sentir alguma coisa, os sentimentos, por mais que sejam nossos, não pertencem à gente. É engraçado né, é como se seu coração fosse uma jóia e seu peito fosse um cofre de banco: ele está lá, mas não é seu. Aí, um belo dia, você conhece o dono dele, que sem pedir permissão ou avisar com cinco dias de antecedência, tira ele de lá. Aí o estrago já está feito, depois que você dá seu coração pra alguém, não espere recuperá-lo do dia pra noite. É como aquela música da Ana Cañas: "Meu coração eu pus no bolso, mas apareceu um moço que tirou ele dali."
E quem consegue puxar essa alavanca, quem consegue tirar seu coração do bolso, te nocauteia de uma vez. Enquanto isso, tem gente que tenta de todas as formas tirar essa jóia do cofre, mas parece que de uma hora pra outra você esqueceu a senha. E não tem receita pra lembrar. Não tem como lutar contra esse carrasco que é o coração. Por mais metáforas que eu use pra descrevê-lo, ainda é impossível desvendar esse mistério.

Ana Paula de Almeida
 

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