22 de fevereiro de 2013

Leveza

by Ana Paula de Almeida às 12:42

Eu não sei porque às vezes a gente insiste em levar uma vida pesada se tudo pode ser leve. 
Das coisas que eu mais gosto da vida é andar pra rua dando risada dos meus pensamentos engraçados. Rir de lembrar de uma piada que me contaram ou de quando eu tropeço no meio fio por causa dos meus dois pés esquerdos. Rir da gente é tão bom, ainda mais quando você é uma atrapalhada nata. Por muito tempo eu reclamei de tudo que me acontecia, tudo estava bem mas sempre tinha um porém. E reclamar não adiantava nada e ainda me deixava triste.
Aprendi a rir de quando pego uma ventania que bagunça todo o meu cabelo. Mas rio de boca fechada porque engolir areia deixa gosto ruim na boca. Aprendi a rir de quando chove e passa um ônibus na poça e me dá um banho. Tá bem, dá raiva, mas imagino que quem tava dentro do ônibus tá chorando de rir de mim então eu rio junto.
Aprendi a rir dos meus capotes na escada do trabalho, dos meus banhos de café, de quando eu falo uma palavra errada em inglês e de quando eu acordo atrasada e calço uma meia de cada pé.
Não rio de tudo, pois já dizia aquela música que "rir de tudo é desespero", mas tem coisa que não adianta reclamar. Se não tá bom, vai lá e muda! Ou aprende a rir, a levar a vida mais leve. Não precisa não levar a sério, mas leva a sério rindo. 
Uma vez uma amiga minha me disse: "achei umas fotos nossas aqui, você rindo, como sempre", e aí tudo fez sentido. 

Essa música explica tudo que eu tô tentando explicar:

Nem sei
Dessa gente toda
Dessa pressa tanta
Desses dias cheios
Meios-dias gastos




1 comentários:

Gabriela C. on 22 de fevereiro de 2013 12:56 disse...

Cícero é amor! adorei o texto *-* mas não que eu não leve a vida de forma leve, só perdi o jeito de andar rindo. Vez ou outra, mas passei a ser tão observadora que acho que fiquei séria demais hahahaha, mas no fundo eu rio, sim.

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